Apesar dos apelos de deputados da base aliada e da oposição e
até mesmo do vice-presidente da República, Michel Temer, o presidente do
Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), informou nesta quarta-feira (30) que, por
falta de acordo, a sessão conjunta do Congresso para analisar vetos
presidenciais a projetos da chamada pauta-bomba foi adiada para a próxima
terça-feira (6).
“Não há acordo. Não há como vincular a realização de uma sessão
do Congresso Nacional à apreciação de um veto que até ontem não tinha sido
aposto. E nós vamos convocar a próxima sessão para priorizar o todo e não a
parte, não o capricho. Nós vamos marcar nova sessão do Congresso Nacional para
a terça-feira [6], às 11h30″, disse.
De acordo com relatos, os senadores consideraram que o
presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), fez uma dura chantagem com o
Senado e, ao inviabilizar a realização da sessão conjunta do Congresso, passou
de todos os limites.
O deputado havia exigido que Renan incluísse na pauta da sessão o veto, publicado nesta terça (29), da presidente Dilma Rousseff às doações empresariais a partidos e candidatos. Renan, no entanto, não acatou o pedido porque, pelas regras, os vetos só são analisados em 30 dias após o envio para o Legislativo.
O deputado havia exigido que Renan incluísse na pauta da sessão o veto, publicado nesta terça (29), da presidente Dilma Rousseff às doações empresariais a partidos e candidatos. Renan, no entanto, não acatou o pedido porque, pelas regras, os vetos só são analisados em 30 dias após o envio para o Legislativo.
Com a negativa do colega, Cunha convocou três sessões seguidas
da Câmara para inviabilizar o início da sessão do Congresso, que estava marcada
para começar às 11h30 desta quarta. Pela manhã, Renan havia dito que esperaria
a liberação do plenário da Câmara, mas diante do impasse com os deputados,
decidiu remarcar a sessão conjunta.
“Não realizamos [a sessão] porque a Câmara convocou sessões
seguidas para o mesmo horário. Isso é inédito mas aconteceu”, disse Renan.
Diante do impasse, líderes partidários enveredaram por uma outra
estratégia para retomar o financiamento privado de campanha porque, mesmo que o
veto seja derrubado na semana que vem, a nova regra não valerá para as eleições
municipais do ano que vem já que a legislação eleitoral determina que qualquer
nova regra deve entrar em vigor um ano antes do início da campanha eleitoral.
Os deputados pediram então, que Renan acelerasse a tramitação de
uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que inclui na Constituição a
permissão para que empresas privadas doem para partidos políticos. A medida já
foi aprovada pela Câmara e depende agora de análise dos senadores.
No entanto, para que os prazos fossem suprimidos e ela pudesse
ser analisada já pelo plenário da Casa era preciso ter acordo entre todos os
líderes partidários, o que não aconteceu. “Não há acordo. [...] A PEC terá
tramitação normal a partir de um calendário que será aprovado futuramente”,
disse." Da Folhapress"


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