A Aneel aprovou nesta sexta-feira (6) uma proposta para aumentar as taxas das bandeiras tarifárias da conta de luz. Com a proposta, o valor cobrado pela energia pode subir até 83% para o consumidor final. A medida ainda não está em vigor - ela precisa passar por consulta pública.
O sistema de bandeiras tarifárias é uma forma que a Aneel encontrou de ajustar o valor da eletricidade mês a mês, caso a geração de energia fique muito cara por conta do clima e do nível dos reservatórios das hidrtelétricas. Esse sistema entrou em vigor em janeiro. São três bandeiras. Com a bandeira verde, não há mudança na tarifa; com a amarela, a energia fica R$1,50 mais cara a cada 100kwh; e com a vermelha, a energia fica R$ 3,00 mais cara a cada 100kwh.Com a proposta aprovada pela Aneel nesta sexta-feira (6), a tarifa da bandeira verde fica inalterada. A bandeira amarela passaria a ser de R$ 2,50, um aumento de 66%, e a vermelha, de R$ 5,50, um aumento de 83%.
Segundo a Aneel, no momento todas as regiões do Brasil estão sendo cobradas pela bandeira vermelha.
Entenda: como funcionam as novas bandeiras
As bandeiras tarifárias permitem que o governo ajuste a tarifa de energia mês a mês, dependendo da situação do setor elétrico
Bandeira verde - Condições favoráveis para a geração de energia. Reservatórios das hidrelétricas estão cheios e não há necessidade de acionar termelétricas. Tarifa cobrada será o preço normal.
Bandeira amarela - Condições não são tão favoráveis. Alguns reservatórios estão em baixa e algumas térmicas foram acionadas. Tarifa fica R$ 1,50 mais cara para cada 100kwh. Com a nova proposta da Aneel, tarifa fica R$ 2,50 mais cara.
Bandeira vermelha - Condições desfavoráveis. Muitos reservatórios ficam em baixa e muitas usinas térmicas precisam ser acionadas. Tarifa fica R$ 3,00 mais cara para cada 100kwh. Com a nova proposta da Aneel, tarifa fica R$ 5,50 mais cara.


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